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26/02/2018

Gucci Cyborg #mfw

Como não falar sobre o desfile ciborgue apresentado pela Gucci durante a Semana de Moda de Milão?

Inspirado na obra da filósofa e bióloga feminista Donna Haraway, o Manisfesto Ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo, Alessandro Michele apresentou um espetáculo em pleno centro cirúrgico. Um desfile repleto de manifestos e identidades.

Para quem não gosta ou não se aprofunda pode ter estranhado e achado nada comercial, mas por trás de toda passarela existe uma história com início, meio e fim. Tudo tem sentido e propósito! Não são apenas modelos desfilando roupas e tendências, são pessoas transmitindo um recado.

"O ciborgue é uma criatura de um mundo pós-gênero."

Para a grife italiana,  o elemento ciborgue é um "símbolo de uma possibilidade emancipatória por meio da qual podemos decidir nos tornar quem somos”.


"Gucci Cyborg é pós-humana: tem olhos nas mãos, chifres de fauno, filhotes de dragão e cabeças duplicadas. É uma criatura biologicamente indefinida e culturalmente ciente. O último e extremo sinal de uma identidade miscigenada em constante transformação."


Sobreposições transparente que imitavam jaleco, veludo, jacguard, xadrez, brilho e alfaiataria faziam parte do repertório criativo. O estilista que a algumas estações vem dado o nome e trazendo a marca para o pódio não teve medo de arriscar mais uma vez.

Modelos carregavam réplicas de suas próprias cabeças e repteis como cobras, lagartos, além de filhotes de dragões dando o toque fantástico da apresentação.  

"Nós existíamos para nos reproduzir, mas já passamos dessa fase. Estamos vivendo em uma era pós-humana, com certeza; está em andamento", argumenta Alessandro Michele sobre a apresentação do desfile.

"O ciborgue aparece como mito precisamente onde a fronteira entre o humano e o animal é transgredida."


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